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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Eagles, New kid in town

Anima-me a simplicidade e pacatez desta canção, bem como uns bolinhos de canela que comprei no Pingo Doce e, qual Proust, uma tisana de tília.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Led Zeppelin, Black dog


Acabei de ver um cão preto. Cantei-lhe baixinho «Hey, hey, mama, said the way you move». Ficou especado a olhar para mim.

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terça-feira, 7 de outubro de 2014

 Univers Zero
É fácil dizê-lo agora, mas afianço-vos que, há uns anos, pensei numa composição para os Univers Zero carregadinha de ostinatos à heavy metal, mas para piano e instrumentos de sopro em vez de guitarras. Ainda bem que foram os próprios a escrever 'Shaking hats', tema que abre o álbum de 2014, Phosphorescent dreams.

domingo, 5 de outubro de 2014

King Crimson
Não sei se quero ou não saber destes King Crimson actuais. Ao ouvi-los sou até capaz de sentir um certo prazer mental quando me apercebo de como tudo está estruturado e parece encaixar-se; contudo, falta-me a excitação de ouvir algo que me arrebate pelo que é no imediato. (E tudo isto porque adorei esta fotografia.)

domingo, 9 de março de 2014

domingo, 2 de março de 2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Yellowjackets, I knew his father

Ao ver um concerto dos Yellowjackets, no YouTube, apercebi-me de duas coisas: o grupo editou um álbum em 2013, intitulado A rise in the road; e Jimmy Haslip, baixista, membro-fundador da banda e compositor proficiente, saiu da formação, dando lugar a Felix Pastorius, filho de you know who. Depois fiquei a pensar numa coisa: Bob Mintzer, o saxofonista, tocou no projecto pós-Weather Report de Jaco Pastorius, Word of Mouth, e, segundo li algures, foi ver Felix à maternidade aquando do seu you know what.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Passei a comprar mais discos desde que o Manuel nasceu, em grande parte porque adoro tê-lo nos braços enquanto ouço música e arrisco uns passos de dança que, de outra forma, me seriam vedados pela autoconsciência.

Weather Report

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Journey, Espace

Após anos a ouvi-lo em meios menos próprios e, alguns, com uma qualidade de bradar aos céus, eis que me resolvi a encomendar o Escape, dos Journey, na Amazon. Chegou hoje, ao meu local de trabalho, motivando uma viagem de regresso a casa com tudo aquilo a que julguei ter direito: auto-estrada, vento a passar, volume alto. A imagem é um lugar-comum, e com tão poucas pretensões de ser algo mais quanto  a música contida nesse disco, sendo até essa uma das suas qualidades que mais aprecio, numa altura em que a coolness parece ter chegado a tudo o que foi feito, muitas vezes, apenas para que os folks tivessem uma noite de sábado mais animada e, se possível, com algo que falasse deles e das suas vidas simples (o John Denver e o Bob Seeger que o digam – coitado do Bruce Springsteen).

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sábado, 25 de janeiro de 2014

Weather Report, Confians

Olhava para a carreira dos Weather Report como um crescendo até ao aparecimento do Jaco Pastorius (o pico situava-se entre o Black market e o Heavy weather). Depois ouvi o Night passage e, ainda que menos imediato, não consegui largá-lo durante umas boas semanas. Isto, claro, deu-me vontade de explorar o que até aí me tinha despertado pouco interesse: o último álbum do Jaco Pastorius com o grupo, o errático Weather report, e os álbuns posteriores, já com o Victor Bailey. Destes, conhecia bem o Procession, de que gostava bastante, o que, em parte, me ajudou a entrar nos álbuns seguintes, onde o Wayne Shorter se vai apagando para surgir, no seu lugar, um Joe Zawinul bem entendido na exploração das potencialidades dos novos teclados de então (pasmem-se os cepticos com o seu álbum a solo Dialects). Porém, nada neste percurso me podia ter preparado para a magnificência desta canção do Mino Cinélu, que o grupo decidiu gravar e incluir no álbum Sportin' life.


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domingo, 21 de julho de 2013

Das notas presentes na compilação Amália Rodrigues (Movieplay, 1997): «O fado? – Mas o que é o fado? – Amália dixit: “O fado é saber que não se pode lutar contra aquilo que temos. É aquilo que não podemos mudar. É perguntar porquê e não saber porquê. É não deixar de perguntar e, ao mesmo tempo, saber que não tem resposta.”»

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Os rótulos das embalagens de café obedecem, por certo, a rigorosos estudos sociológicos. Só assim se explica a diferença dos modos de uso consoante a língua em que são apresentados: «[…] deite uma ou mais colheres de café numa chávena […]», em contraponto com «[…] verser une cuillère à café plus ou moins pleine dans 100 ml d’eau frémissante […]».

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Metafísica de trazer por casa: Ler «VOLTO JÁ» numa tabuleta colocada na porta de uma agência funerária.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Certa noite foi-me solicitada uma explicação sobre o que seria afinal o amor platónico. Expliquei que tudo tinha começado há muitos, muito anos, numa tarde em que Platão não andava, como era seu hábito, a desvirtuar rapazinhos, e que tinha acabado na manhã em que Goethe matou o jovem Werther.

domingo, 26 de abril de 2009

Quando voltares, traz-me um rio que não seja indiferente.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Adoro quando os tradutores aproveitam o seu objecto de trabalho* para 'malhar' uns nos outros: «[…] A tradução francesa de Moby Dick, de Lucien Jacques, Joan Smith e Jean Giono foge em regra às dificuldades de hermenêutica e, de uma forma geral, é bastante má, não tendo em nada contribuído para esclarecer as dúvidas dos tradutores portugueses.»

* Herman Melville, Moby Dick (Relógio d’Água, 2005)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

O homem com qualidades

Fantasma nos idos anos de mil nove e qualquer coisa

Há vinte anos o Fantasma lutava contra as injustiças do mundo por apenas cem escudos. De SOC! em RIISCH!, de FUUUSCHH!!! em BUMP!, o Fantasma perseguia os bandidos noite parda adentro («Agora… Ele não está a olhar.»), sempre de mascarilha e fato de licra, a ocasional gabardina, os óculos de sol que lhe ocultavam a identidade heróica. Se por acaso alguém lhe perguntasse o que fazia ali àquela hora, respondia: «Gosto de passear à chuva.» Se nessa mesma noite chuvosa não conseguisse recuperar o dinheiro que os bandidos haviam roubado, desejava: «Espero que a tempestade leve o dinheiro para alguém que seja pobre e faça bom uso dele.»

Old Republicans / New Republicans*

Curb your enthusiasm, Sarah Palin
* Now featuring boobies, confident smile, hair .
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