
domingo, 2 de março de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
2013 em capas de discos
Actualmente,
muita da música produzida circula e encontra o seu público sob o formato de
ficheiros imateriais; porém, nem por isso se deixou – felizmente – de produzir
capas para os discos que vão saindo. Mais do que um elemento gráfico que ajuda
o público a identificar a obra e o autor, as capas podem despertar a
curiosidade e, ao mesmo tempo, servir de introdução a vários aspectos da obra que
apresentam, como o ambiente geral, os assuntos de que tratam as canções e,
claro, o estilo da música.
Depois
de ordenados os discos e escolhidas as canções, volto a 2013 para listar
aquelas que, para mim, foram as dez melhores capas.
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01.
Volcano Choir, Repave;
02.
Pet Shop Boys, Electric;
03.
Wild Belle, Isles;
04.
Young Dreams, Between places;
05.
Kurt Vile, Wakin on a pretty daze;
06.
Eleanor Friedberger, Personal record;
07.
Paul McCartney, New;
08.
Youth Lagoon, Wondrous bughouse;
09.
Devendra Banhart, Mala;
10.
Jacco Gardner, Cabinet of curiosities.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Yellowjackets, I knew his father
Ao
ver um concerto dos Yellowjackets, no YouTube, apercebi-me de duas coisas: o grupo
editou um álbum em 2013, intitulado A rise in the road; e Jimmy Haslip, baixista,
membro-fundador da banda e compositor proficiente, saiu da formação, dando
lugar a Felix Pastorius, filho de you know who. Depois fiquei a pensar numa
coisa: Bob Mintzer, o saxofonista, tocou no projecto pós-Weather Report de Jaco
Pastorius, Word of Mouth, e, segundo li algures, foi ver Felix à maternidade
aquando do seu you know what.
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Deep Purple, Come taste the band
Diz-me
a presunção que os Deep Purple de 1975 devem ter apanhado todos de surpresa, e
que muitos julgaram a mark IV condenada a não sobreviver à saída do guitarrista,
e membro fundador, Ritchie Blackmore. Fazendo justiça a essas pessoas, que não
conheço e apenas julgo terem existido, o Come
taste the band é um álbum em que os Deep Purple não soam a Deep Purple –
não completamente, pelo menos -, e uma etapa de onde não decorreriam sequelas. Dito
isto, também é um álbum fenomenal, exactamente (ou assim me parece), por causa
da saída de Blackmore e da liberdade criativa que isso deu ao grupo. De resto,
só assim se percebe o soltar da franga de um grupo que começou a debitar funk com
a ginga que faltou aos Led Zeppelin, em «The crunge»,e se permitiu regressar aos
épicos com «This time around/Owed to 'G'».
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Algumas
pessoas lamentam que as crianças venham ao mundo sem manual de instruções ou
que não se peçam estudos e uma licenciatura para sermos pais. Subjaz a estas
frases pretensamente graciosas a perigosa convicção de que não se pode criar
adequadamente uma criança sem seguir os conselhos de um especialista de serviço.
Na realidade, em geral os pais até desempenham bastante bem essa função, como o
têm feito durante milhões de anos. A maioria dos erros que cometem não foram
eles que os inventaram, mas especialistas antes deles. Foram médicos que
recomendaram, há um século, dar de mamar durante dez minutos de quatro em quatro
horas, o que levou ao fracasso quase total da amamentação. Foram os
farmacêuticos que, há apenas sessenta anos, vendiam «pós para a dentição» à
base de mercúrio, extremamente tóxicos, que se deviam ministrar aos bebés para
os fazer babar, pois a «baba retida» causava doenças graves. Foram médicos e
educadores que, há dois séculos, advertiram que a masturbação «secava o
cérebro» e inventaram castigos terríveis e complexos aparelhos para impedir as
crianças de se tocarem. Foram especialistas aqueles que há cinco séculos recomendavam
que se envolvessem as crianças como múmias para que não pudessem gatinhar,
porque deviam andar como as pessoas e não arrastar-se pelo chão como animais. É
possível que todos os erros que cometemos ao educar os nossos filhos sejam o sedimento
de séculos de conselhos errados de psicólogos, médicos, padres e feiticeiros.
Menos mal que as crianças não tragam instruções, menos mal que não exista um
curso para formar pais!
Carlos
Gonzáles, Bésame mucho (Tradução de Isabel Haber)
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